23/10/2007

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Alegria quis ser saudade



Alegria quis ser saudade

E foi se distanciando dos olhares

Dos sorrisos feitos de abraços

Da amplitude das alegorias



Despediu-se das crianças

Da musica dos pingos da chuva

Do panorama das manhãs de sol

Da linguagem dos pássaros



Nem mesmo o despertar dos vinhos

Nem mesmo a flor dos carnavais

Nem mesmo os relâmpagos amorosos

E os violões



Resgataram-lhe a inquietação da alma

A mágoa-dor existencial

A doce amizade da vida

A mágica



Foi andar de mãos dadas com os adeuses!



Tinha a palidez das coisas fugidias

O desesperado grito dos canhões

A vergonha dos famintos

Os grilhões



Se não há falhas na memória

Fugiu dos sonhos dos enfermos

Do leito dos desencantados

Morreu na tarde dos homens

João das Flores

3 comentários:

Mokitty disse...

Ai, Mel! Que poema lindo!
Amei! *___*
Fiquei comovida *ando sensível ultimamente*!
Obrigada por me apresentar à ele! ^^

Beijos saudosos! ^^

Robson Oliveira disse...

nossa que poema lindo e triste =\ ...

quem morre no final é a alegria eh?

hehehe..desculpa, é que o Robson num lê muitos poemas e essa linguagem esta um pouca complexa para a pequena cabecinha dele...rsrsrs

Lindooo Mél, Linda Mel, Linda Mar, Lindo Mar :P \^L^/ xD ...teh+ bjuss

jose disse...

Cara amiga Mel,
Grato pela publicação do meu texto.
Feliz por participar do seu blogger. Encantador!
A casa é sua, os meus textos idem!
Abraço,
João das Flores